Dra. Isabella Hernandes FachiniPsiquiatra · CRM-SP 201242 · RQE 100534

Áreas de cuidado

O que trato, e como penso cada quadro.

Cinco frentes em que a Dra. Isabella concentra estudo e prática clínica. Em todas, a avaliação começa pela história de quem chega, com atenção às condições que costumam andar juntas.

Dra. Isabella em pé no corredor do consultório

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Transtorno bipolar

O transtorno bipolar vai muito além dos estereótipos. Existe sofrimento, mas também existem histórias, potência, sensibilidade e possibilidade de cuidado. Episódios de depressão se alternam com fases de mania ou hipomania, e o diagnóstico costuma demorar anos, porque muitas vezes a pessoa só procura ajuda nas fases depressivas.

Sinais que merecem avaliação

  • Períodos de energia aumentada, pouca necessidade de sono e aceleração do pensamento
  • Impulsividade, gastos excessivos, irritabilidade ou euforia fora do habitual
  • Episódios depressivos recorrentes, principalmente com início precoce
  • Depressões que pioram ou 'viram' com antidepressivo
  • Histórico familiar de transtorno bipolar

Como é o cuidado

Diferenciar transtorno bipolar de depressão unipolar, TDAH, transtornos de personalidade e ansiedade é a parte mais delicada da avaliação, porque sintomas como irritabilidade, inquietude e intolerância à frustração aparecem em todos eles. A história longitudinal, de preferência com a participação de alguém próximo, é a principal ferramenta.

O tratamento se apoia em estabilizadores do humor, com uso criterioso de outras medicações, e em psicoeducação: entender a própria condição é um dos pilares do tratamento, reduz o medo, amplia a empatia e fortalece os vínculos familiares.

Rotina de sono, identificação precoce de sinais de recaída e um canal aberto com a médica fazem parte do acompanhamento de longo prazo.

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TDAH no adulto

O TDAH começa na infância, mas em muitas pessoas só é reconhecido na vida adulta, principalmente nas apresentações mais desatentas e nas mulheres, que costumam ser chamadas de distraídas, desorganizadas ou intensas demais. O impacto aparece na autoestima, nos estudos, no trabalho e nas relações. Um diagnóstico cuidadoso costuma vir como alívio: uma forma de entender por que sempre foi mais difícil se organizar, manter o foco e terminar tarefas.

Sinais que merecem avaliação

  • Dificuldade persistente de concentração, começar e terminar tarefas
  • Procrastinação, desorganização e esquecimentos frequentes
  • Inquietude interna, impulsividade, dificuldade de esperar
  • Baixa tolerância à frustração e oscilações emocionais rápidas
  • Histórico escolar de 'potencial não aproveitado'
  • Sintomas presentes desde a infância ou adolescência, em mais de um ambiente

Como é a avaliação

O diagnóstico de TDAH é clínico: é feito na consulta, a partir da história de vida, dos sintomas atuais e do funcionamento em diferentes contextos, como acontece com os demais transtornos mentais. O teste neuropsicológico pode ser pedido como ferramenta complementar, quando há dúvida diagnóstica, condições associadas ou quando queremos mapear quais funções estão mais afetadas, mas ele não é obrigatório.

Parte essencial do processo é o diagnóstico diferencial. Inquietude, aceleração e dificuldade de foco também aparecem na ansiedade, no transtorno bipolar e na depressão, e com frequência essas condições coexistem com o TDAH. Entender o que vem de onde muda o tratamento.

O tratamento é individualizado e pode combinar medicação, psicoeducação, estratégias de organização e psicoterapia. Atividade física regular e sono têm evidência de benefício sobre as funções executivas e entram no plano.

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Transtornos alimentares

Transtornos alimentares são condições psiquiátricas sérias, que afetam o corpo e a mente ao mesmo tempo e pedem um cuidado de equipe. A Dra. Isabella concluiu o aprimoramento em Transtornos Alimentares do AMBULIM, o programa do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP coordenado pelo Prof. Dr. Táki Cordás, passando pela enfermaria de comportamentos alimentares e pelo ambulatório de anorexia e bulimia nervosa, onde segue na assistência.

Quando procurar ajuda

  • Restrição alimentar, jejuns ou regras rígidas sobre o que e quando comer
  • Episódios de compulsão, com sensação de perda de controle
  • Compensações: vômitos, laxantes, exercício excessivo
  • Preocupação intensa com peso e forma do corpo, que domina o dia
  • Omissão de insulina para controlar o peso, em pessoas com diabetes tipo 1
  • Alterações físicas: tontura, perda de cabelo, irregularidade menstrual, alterações de exames

Como é o cuidado

A avaliação inicial olha para o comportamento alimentar, o estado clínico e nutricional, o humor, a ansiedade e o contexto familiar. Em transtornos alimentares, a segurança clínica vem primeiro: quando necessário, exames e a parceria com outros profissionais são solicitados já no início.

O tratamento é feito em equipe, com nutricionista, psicoterapeuta e, quando preciso, outros médicos. A família costuma ser parte do processo. A medicação, quando indicada, trata sintomas associados e condições que frequentemente acompanham o quadro, como depressão, ansiedade e TDAH.

Trabalhar com transtornos alimentares, nas palavras dela, mudou a forma como enxerga a psiquiatria: estar perto do paciente, em contato constante com a família, entendendo cada história dentro do seu contexto.

04

Depressão

A depressão é comum e ainda assim muito mal compreendida. Uma em cada cinco pessoas terá sintomas compatíveis com depressão ao longo da vida. Ela não é fraqueza, nem preguiça, e definitivamente não é só tristeza: é uma doença que afeta o corpo inteiro, com sintomas afetivos, físicos e cognitivos.

Como a depressão se apresenta

  • Afetivos: tristeza profunda, irritabilidade, ansiedade, perda de prazer, baixa autoestima
  • Físicos: fadiga, alterações de sono e apetite, dores no corpo
  • Cognitivos: falta de foco, memória prejudicada, pensamentos negativos recorrentes
  • Isolamento, dificuldade de trabalhar ou cuidar da rotina
  • Pensamentos de morte ou de que a vida não vale a pena

Como é o cuidado

Nem toda depressão é igual. Ela pode ser unipolar ou fazer parte de um transtorno bipolar, pode estar associada a TDAH, ansiedade, condições clínicas ou ao uso de substâncias. Por isso o diagnóstico correto é essencial: é ele que direciona um tratamento eficaz e individualizado.

O tratamento costuma combinar medicação e psicoterapia, com atenção ao sono, à atividade física e ao contexto de vida. Os retornos servem para ajustar doses, trocar estratégias quando necessário e acompanhar efeitos.

Quando a depressão não responde aos tratamentos habituais, falamos em depressão resistente. A Dra. Isabella foi voluntária na clínica de infusão de cetamina do PRODAF, o Programa de Transtornos Afetivos e Ansiosos da UNIFESP, e conhece as opções disponíveis para esses casos e os critérios para indicá-las com segurança.

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Ansiedade, pânico e TOC

Na psiquiatria, ansiedade é o conjunto de medos e preocupações excessivas, muitas vezes acompanhadas de sintomas físicos como tensão muscular, insônia, dificuldade de concentração e palpitações. Mesmo quando a pessoa reconhece que os pensamentos não são racionais, não consegue controlá-los. Ansiedade, porém, não é sinônimo de agitação, e nem toda aceleração é ansiedade.

Quadros frequentes no consultório

  • Transtorno de ansiedade generalizada: preocupação constante, difícil de interromper
  • Transtorno do pânico: crises súbitas de medo intenso com sintomas físicos
  • Fobia social e ansiedade de desempenho
  • Transtorno obsessivo-compulsivo: pensamentos intrusivos e rituais
  • Hipervigilância e reatividade a barulhos, comuns também no estresse pós-traumático

Como é o cuidado

A avaliação procura entender quando a ansiedade aparece, com que intensidade e o que mais a acompanha. Inquietude, impulsividade e ritmo acelerado também podem indicar transtorno bipolar ou TDAH, com causas e tratamentos completamente diferentes.

O tratamento combina, conforme o caso, medicação e psicoterapia, em especial a terapia cognitivo-comportamental, com orientações sobre sono, cafeína, atividade física e respiração. No TOC, informação de qualidade e estratégias práticas para lidar com obsessões e compulsões fazem parte do plano.

Outros quadros

Também acompanho

Insônia · Transtorno do pânico · TOC · Transtorno disfórico pré-menstrual · TEA no adulto · Transtornos de personalidade · Transtorno explosivo intermitente · Dependência química · Estresse pós-traumático, entre outras condições do adulto avaliadas e tratadas em consultório ou por teleconsulta.

Quadro colorido na sala de atendimento

Agendamento

O primeiro passo é uma conversa.

Presencial nos Jardins ou por vídeo, para todo o Brasil. Não existe pergunta pequena quando o assunto é a sua saúde mental.